Sexo Oral e seus riscos – Dicas do Blog Maneiro
Sexo Oral e seus riscos – Dicas do Blog Maneiro
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Muitas pessoas consideram que o sexo oralé uma prática sexual segura, por não haver risco de gravidez, mas esta é uma crença, já que não realizá-lo de uma forma segura pode trazer consequências para a saúde.


Um dos principais problemas que derivam do sexo oral é que a maioria das consequências que pode provocar são assintomáticas, é por isso que muitos pacientes não sabem que podem transmitir infecções ao manter relações com outra pessoa e, portanto, não usam proteção.


Isto demonstra que, em geral, a população é muito consciente sobre os riscos de manter este tipo de relações, tal como aponta Mariano Objetivo Gayá, médico andrólogo especialista em Medicina Sexual do Instituto de Medicina Sexual de Madrid, que atribui a responsabilidade deste desconhecimento, a falta de educação sexual, especialmente na população jovem.


Por isso, a melhor forma de se evitar contrair certas doenças, é conhecer de perto os riscos desta prática sexual para saber evitá-los.



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As infecções de transmissão sexual, principal fator de risco


Fernando Vázquez Valdés, especialista em infecções de transmissão sexual e membro da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (Seimc), esclarece as dúvidas e explica que não existem riscos na hora de praticar sexo oral, já que, ao estar em contato com a mucosa genital, podem ocorrer infecções de transmissão sexual.


Isto deve-se a vários patógenos que podem aparecer em diferentes partes do corpo, como a sífilis, o cancro sifilítico e a gonorréiana faringe, a boca e os lábios; esta última, acrescenta, é muito comum e mais difícil de tratar, porque se elimina pior e são mais resistentes aos antimicrobianos.



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Outras infecções que podem aparecer são herpestipo 2, que normalmente encontra-se nos genitais e em sua boca, e o HIV.


Além destes, outro dos riscos mais importantes que podem surgir é o câncerde faringe, que aparece ao manter relações sexuais de forma oral, com uma pessoa que vive com o vírus do papiloma humano, causador desse câncer.


Com relação à freqüência com que são transmitidas por esses patógenos, o especialista aponta que os homens que mantêm esse tipo de relações com os homens, a gonorréia é encontrado com mais freqüência nas seguintes posições: na faringe, em 5-9%, na uretra, em cerca de 6 por cento e em linha reta, em um 5-7 por cento.


Enquanto que as clamidias se originam da uretra em 5 por cento dos casos, e em linha reta em um 8-9 por cento.


Acrescenta também que, pelo contato da boca da mulher com a uretra do homem, há contágio das clamidias em 3,5 por cento e da gonococia em 3 por cento dos casos. Enquanto que o esqueleto de um homem, a uretra masculina é transmitida em uma 4,8 casos as clamidias e em outros 4 por cento da gonorréia.


“Um trabalho recente deste ano mostram que esta última é viável na saliva, o que não é necessário contato com a faringe”, diz Vázquez.


Por sua parte, o risco de contrair o HIV é menor quando não ocorre a ejaculação, tal como afirma Objetivo, porque você só tem contato com a saliva, o qual não é um fluido de carga viral. Enquanto que o precum sim o é.


Objetivo corresponde ao destacar que o sexo oral pode ser tão perigoso que a penetração, já que a mucosa da boca é um portal de entrada de várias bactérias e vírus, o que pode causar cortes ou feridas, úlcerasou inflamações.


Esclarece também que é precisamente a falta de higiene da pessoa com quem se mantêm relações sexuais, o que aumenta esses riscos, por isso uma limpeza bucal adequada é primordial, assim como o uso do preservativo ou patches de látex como uma barreira para evitar infecções.


Precauções


A medida mais eficaz para evitar o contágio dessas doenças é o uso do preservativo.


“Qualquer mucosa genital, rectal ou garganta pode colonizarse por estes agentes patogénicos, pelo que o risco de contrair uma infecção de transmissão sexual é real, e a única prevenção é o sexo seguro com o uso de preservativo e triagem em pacientes com freqüência de relações sexuais e múltiplos parceiros”, diz Vázquez.



Os moluscos contagiosos, uma infecção de transmissão sexual


Por sua parte, o Objetivo, explica que o aconselhável seria que, “antes de retirar o preservativo, quando a relação está mais consolidada, ambos membros realizem um controle de infecções de transmissão sexual abrangente antes de começar a manter relações sexuais sem nenhum tipo de proteção”.


A maioria das doenças contagiosas que podem revelar-se como risco de praticar o sexo oral são assintomáticas, pelo que se recomenda que os pacientes tenham de ir a uma clínica para possível detecção a cada 3 meses ou a cada ano se têm múltiplos parceiros.


O especialista aconselha a recorrer a uma consulta em caso de dúvida sobre se contraiu uma infecção e sempre usar o preservativo, não apenas como contraceptivo, mas como prevenção contra um possível contágio.

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