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Carlos Magno era chamado Pai da Europa e não à toa. Ele sabia como comandar exércitos e adminsitrava os territórios anexados com eficiência. Assim, construiu um império que se estendeu pelos atuais territórios da França, Alemanha, Países Baixos, Hungria, Itália e parte da Espanha. Antes de Magno, a Europa era dividida em dezenas de pequenos reinos. Carlos Martel e Pepino, o Breve, respectivamente o avô e o pai de Magno, já haviam iniciado um processo de anexação territorial e de centralização política para tentar melhorar o quadro. Carlos Magno herdou a coroa e o papel de terminar essa tarefa e expandir o reino dos francos.
Para isso, recebeu na adolescência educação dos melhores professores católicos da época. Quando coroado, em 800, virou um rei que costumava dizer-se bom cristão, mas que tinha em sua corte amantes e concubinas. Só que era um soldado aplicado. Até porque foi muito bem preparado para liderar tropas e lutar em batalha. A partir da instalação de sua corte, Magno se envolveu em mais de 50 campanhas militares, a maioria ele comandou pessoalmente e venceu.

Antes de virar rei, Magno esteva a frente de 18 operações de guerra para conseguir bater os saxões em 785. Nos anos seguintes, já como rei dos francos, derrotou os eslavos e esmagou os ávaros na atual Hungria após uma década e meia de guerras. Na seqüencia, enviou uma armada para a Espanha, conquistando Barcelona. Suas tropas venceram também os saxões, na atual Alemanha, e Magno obrigou o comandante Witkind a se converter ao cristianismo. O exército franco ainda abateu os lombardos, na Itália – e ali Carlos Magno ordenou que colocassem o rei Desidério num convento.
A estratégia de Carlos era obrigar as populações dominadas a se cristianizar, o que levou a Igreja a apoiá-lo. Depois de conquistar territórios, repartia o poder político local em condados administrados por marqueses e condes, prepostos de seu governo. Para dar uma unidade cultural, Carlos impunha versões simplificadas do idioma latino e criou escolas que cuidaram de recuperar as obras clássicas greco-romanas. Vem desse período o uso do órgão e o canto gregoriano nas missas.

Essa é a história de conquistas e de unidade européia, feita por Carlos Magno.