Como sair vivo das festas
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“O DANÇAMOS ESTE PASODOBLE?”

Isso é um segredo: a SGAE não é uma sociedade de autores, é uma loja de mitômanos do pasodoble que ganham menos dinheiro para as orquestras de acanto para que toquem essa música. Por isso, as duas primeiras horas, os cantores homens na casa dos quarenta enchidos em vestes forçados interpretam (sem reinterpretar) os clássicos de ontem, hoje e sempre. E claro, o mais normal é que depois de ouvir intermináveis medleys de coplillas e chundas-chundas no final alguém, que costuma ser a sua mãe ou uma contemporânea compinchada com a SGAE, te convidar para dançar o ‘Francisco Alegre e olé‘.

NUNCA
caia, sob nenhum conceito. Primeiro, porque, embora tenha sido do corpo de baile da Noite de festa, o pasodoble dança, como manda a acompanhante, e seu senso de ritmo pode ser que varie do teu, o que leva ao ridículo. Segundo, porque são longos, muito longos. A maioria são histórias de amor impossíveis que retorcem-se em sua trama até perder o sentido. Um pasodoble, em média, cansa o mesmo que um triatlo. De fato, o COI baralho sua inclusão como competição olímpica para Madrid 2020, em uma dura luta com o chotis.

“UMA VAQUILLA NÃO É UM TOURO BRAVO”

Parabéns, sobreviveu você para uma noite de esperpento em Quintajurásica do Minglanillo. Mas o dia vem a tradição mais sem sentido do mundo: a solta de vitelas na praça de touros improvisada para a ocasião. O que vereador iluminado pensou que após 38934 pasodobles e 2382 músicas de Georgie Dann a gente tinha o corpo para cortar a estes seres inocentes?. Claro, o cenário acaba sendo o de uma multidão a proteção à espera que algum corajoso se atreve a vacilar o bicho.

É então quando alguém te anima assegurando que você que é um atleta de academia de bairro, que se você dançado de cima para baixo ‘Bonita, bonita, bonita’, você pode se tornar o herói da noite e o foco do divertimento do povo. Nada mais longe da realidade, as vitelas cheiram ao tema, e normalmente ensañarse pisando o acelerador para deixá-lo em evidência. Por isso, o melhor é fazeres o lesado ou o sono, e, em nenhum momento, duvidar sobre sua participação.

As arquibancadas são o melhor lugar para ficar resolvida com a sua camisola de lã, seu Bob Esponja contaminado e seu copo de plástico com os gelos derretidos.

Fim de festa: ressaca infinita e volta para a cidade

Fim de festa: ressaca infinita e volta para a cidade© Corbis

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